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Gripe, alergia ou covid? Entenda as diferenças dos sintomas

Infectologista explica como diferenciar cada uma das condições

Sintomas de Covid-19
Sintomas de Covid-19 / Foto: Shutterstock

Não é novidade que as temperaturas mais baixas facilitam a transmissão dos vírus respiratórios. Os ambientes fechados ajudam a aquecer o corpo. No entanto, eles dificultam a circulação e renovação do ar. O que nos deixa mais suscetíveis à invasão de vírus. E, dessa forma, saber quais são os sintomas da Covid-19 é fundamental. Assim, é possível distinguir diferentes condições, como gripes e sinusites.

Alguns sintomas da covid-19, como tosse, febre, coriza e mal-estar acabam se manifestando em outras doenças também. Segundo o médico infectologista, Dr. Ricardo Paul Koso, outro fator relacionado ao frio é que ele eleva a produção de secreção do nariz e das vias aéreas.

Quais as diferenças dos sintomas da Covid-19, gripe e sinusite 

Os sintomas são muito semelhantes. Ou seja, todos podem manifestar tosse, coriza e, às vezes, até febre, entre outras ocorrências respiratórias. Portanto, clinicamente é muito difícil fazer a diferenciação entre uma simples rinossinusite alérgica exacerbada e um quadro de gripe pelo vírus influenza ou até mesmo da Covid-19.

Mas, existem características que se diferenciam dos sintomas da Covid-19. Como no caso da rinite alérgica, que é subitamente descompensada pela exposição a algum fator que o paciente, sabidamente, já seja alérgico. Mas, isso não garante completamente o diagnóstico.

Por ainda se tratar de uma época de pandemia, a recomendação é que sintomas respiratórios sejam investigados para confirmar ou negar o diagnóstico da Covid-19. Afinal, esse é o vírus com maior circulação no momento e tem grande impacto coletivo. Sendo assim, o teste ajuda tanto no diagnóstico e tratamento do paciente, como também na orientação de isolamento dele e de seus contatos.

Entenda como a gripe funciona

De acordo com o Dr. Koso, a gripe, ou “síndrome gripal”, é o conjunto de sinais e sintomas típicos de uma infecção das vias aéreas superiores. Ela causa tosse, coriza, dor de garganta, obstrução nasal, podendo haver febre. Além disso, ela se inicia em poucas horas ou dias e dura, em média, de cinco a sete dias. Na maioria dos casos, é provocada por vírus de transmissão respiratória. Ou seja, por meio da fala, tosse, espirros, secreção nasal e contato direto entre as mãos contaminadas, nariz, boca ou olhos, assim como o Sars-Cov-2.

Na síndrome gripal, o tratamento, normalmente, é feito com medicações sintomáticas como antigripais, analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios. Uma medida importante também é garantir a vacinação anual contra Influenza, que é o vírus causador da gripe e que pode levar a quadros mais graves em pacientes dos grupos de risco ou com doenças crônicas.

Lembrando que a síndrome gripal também pode ser causada por outros vírus respiratórios, de forma que não necessariamente quem está vacinado não possa pegar uma “gripe mais leve”. Por isso, as demais medidas de controle e prevenção devem ser sempre seguidas.

E a sinusite?

A sinusite é um termo que, especificamente, fala da inflamação dos seios paranasais, que estão em íntima relação com a cavidade nasal. Por isso também leva a denominação de “rinossinusite”, pois os sinais e sintomas da sinusite e da rinite se sobrepõem.

As crises de sinusite podem ocorrer em pessoas que já apresentam rinite alérgica prévia, com exposição a algum desencadeante específico; São exemplos: pó, pólen, cheiros fortes. Mas, também pode desencadear por um resfriado comum ou síndrome gripal.

Em casos de sinusite, o mais importante é manter-se bem hidratado, realizar a limpeza do nariz com soro fisiológico e tratar a causa do quadro. No caso de rinites alérgicas, recomendado evitar exposição aos fatores desencadeantes e tratar com medicações adequadas, como antialérgicos ou corticoide nasal. Tanto na crise aguda quanto no controle da doença a longo prazo. No entanto, conforme a evolução e a gravidade dos sintomas, pode ser necessário o tratamento com antibióticos. Mas, para isso é preciso passar por avaliação médica.

Fonte: Dr. Ricardo Paul Koso, infectologista e membro da Doctoralia

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