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Tande do vôlei se recupera de infarto em hospital do Rio; entenda o caso

O ex-jogador da seleção brasileira de vôlei sofreu um infarto na última sexta-feira. Entenda o que se sabe sobre o quadro do ex-atleta

Tande do vôlei se recupera de infarto em hospital do Rio; entenda o caso
Tande do vôlei se recupera de infarto em hospital do Rio; entenda o caso - Foto: Reprodução Instagram (@tandevolei)

Tande, 54, ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, sofreu um infarto na última sexta-feira (12). Ele segue internado em um hospital do Rio de Janeiro em recuperação. Nas redes sociais, o atleta contou que teve 98% de entupimento em uma das artérias do coração. Além disso, ele admitiu que ficou quatro anos sem se cuidar e acabou sofrendo o infarto.

O Dr. Fábio Argenta, cardiologista, sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas, destaca que é inevitável o envelhecimento vascular ocorrer com o ganho da idade.

“Por mais que o indivíduo tenha sido um atleta, no momento em que ele para com a atividade física e muda o estilo de vida, fica predisposto aos fatores de risco cardiovasculares. Isto é, o sedentarismo, o ganho de peso, o estresse, a alimentação por vezes inadequada, pouco teor de frutas, legumes e muita gordura saturada”, afirma.

O cardiologista lembra ainda que outros fatores podem aumentar o risco de infarto. É o caso do abuso no consumo de álcool e o tabagismo, por exemplo. “Como o Tande mesmo falou, ele não vinha se cuidando há quatro anos no estilo de vida, aí realmente pode resultar nesse tipo de situação que foi o infarto”, aponta o médico. 

Artéria 98% entupida

Além disso, o Dr. Fábio Argenta explica o que quer dizer o não entupimento completo da artéria de Tande. “Usamos na linguagem médica o termo ‘não houve um infarto com supra de ST’. Isso porque não fechou 100% a artéria, no caso do Tande o que aconteceu foi o entupimento de 98% da artéria”, diz. 

Isso significa que o ex-atleta sofreu uma uma angina instável ou um infarto sem supra de ST. Isto é, quando a artéria ainda não fechou 100% e está em curso de um infarto por completo. 

“A dor é muito semelhante a do infarto, porém é uma dor que tanto vem forte como ela acalma e logo volta de novo. Ela nunca passa, vai e vem até que pode se completar com um infarto se não for tomada nenhuma medida terapêutica”, esclarece o especialista.

Felizmente, como o Tande teve o atendimento de forma adequada, evitou provavelmente de deixar uma lesão maior no músculo cardíaco e por vezes uma insuficiência cardíaca. Ou seja, segundo o médico, o músculo não sofreu um dano por completo.

Sintomas de infarto

Conforme o especialista, a dor do infarto surge como uma opressão no peito, por vezes na região da boca do estômago, e que se irradia para o membro superior esquerdo ou os dois braços.

Normalmente, o desconforto atinge mais o lado esquerdo, ou às vezes para os dois braços, e vem na região do queixo, na região mentoniana, e por vezes, como no caso do Tande, até na região do ouvido. 

“Algumas vezes simula como se fosse uma dor na região da mandíbula dos dentes, ou às vezes simula uma dor na região do estômago. Outras vezes a dor se manifesta como um equivalente anginoso, que é ‘uma canseira’ a qualquer esforço. Por vezes até parado ou em repouso está cansado. Isso pode refletir um infarto em curso, é necessário estar atento”, alerta. 

Riscos e prevenção

Para Fábio, é uma felicidade Tande ter tido socorro médico rápido e conseguido todas as medidas adequadas. Por isso, ele certamente terá uma boa recuperação. Isso porque os riscos de infarto acabam sendo parecidos tanto para atletas como não-atletas, apresentando sério risco à vida. 

“Portanto, precisamos todos levar um estilo de vida adequado, fazer atividade física regular, ter cuidado com o ganho de peso, evitar tabagismo, diminuir bebidas alcoólicas, diminuir o consumo de sódio e sal na comida. Estar ainda mais vigilante no controle quando tiver pressão arterial, diabetes e colesterol”, recomenda o médico.

O especialista lembra ainda que a  prevenção do problema envolve fazer um check-up pelo menos uma vez ao ano com um cardiologista e manter um estilo de vida saudável.

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